E Iégor poz-se a contar a historia da sua visinha, lentamente, com um articular custoso dos labios. Só os olhos sorriam. Inquieta, Pélagué dizia comsigo, notando a maceração d’aquelle rosto banhado de suor:
—Vae-me morrer aqui!
Voltou Lioudmila. Fechou cuidadosamente a porta e disse para a velha:
—É absolutamente necessario que aquelle seu amigo se disfarce e se vá embora; vá já arranjar-lhe outro fato e traga-lho aqui! Que pena que a Sofia esteja ausente! É a sua especialidade, dar esconderijo a quem foge!
—Ella chega ámanhã, annunciou a outra, deitando o seu lenço para os hombros.
Sempre que a encarregavam de qualquer missão, era idéa fixa sua desempenhar-se d’ella bem e depressa. Sollícita e preoccupada, franzindo as sobrancelhas, perguntou ainda:
—Como o havemos de vestir? Que lhe parece?
—Pouco importa: como elle sae de noite...
—É muito peor que de dia: anda menos gente pelas ruas, é-se mais facilmente notado, e como o Vessoftchikof não é muito esperto...
Iégor soltou uma gargalhada rouca: