Porque alguem tivesse aberto uma porta, elle largara a rapariga, sem grande pressa, dizendo:

—No domingo mandarei pedir a tua mão.

Cumpriu.

Pélagué fechou os olhos e suspirou longamente.

—Não preciso saber como os homens viveram, mas sim como se deve viver! exclamou de subito Vessoftchikof num tom de surdo aborrecimento.

—Tem razão! concordou o rapaz de cabello ruivo, erguendo-se.

—Não estou d’acôrdo! disse Fédia. Se queremos caminhar para a frente, devemos saber tudo!

—Exacto! opinou o outro, a meia voz.

Veio em seguida uma discussão animada. Pélagué não comprehendia por que todos elles gritavam, com os rostos cheios de excitação. Mas ninguem estava irritado; nem mesmo se ouviam as palavras concludentes e obscenas ás quaes ella estava acostumada.

—Não se sentem á vontade na presença da pequena... pensou.