—Não, obrigado! exclamou Nicolao com vivacidade. Não crê que o Vessoftchikof pudesse tomar esse encargo?

—Quer que lhe fale n’isso?

—Experimente e ensine-lhe como elle se ha de haver n’esse negocio.

—E eu então, que faço?

—Não lhe dê isso cuidado!

E pôz-se a escrever. Emquanto desembaraçava a mesa das loiças e dos outros objectos, Pélagué não tirava a vista d’elle, seguindo a penna, que lhe tremia na mão e traçava no papel longas séries de palavras. Por vezes, um arrepio perpassava pela nuca do mancebo; outras vezes, projectava elle a cabeça para traz e ficava-se de olhos fechados. Pélagué sentiu-se emocionada.

—Castigue-os! murmurou. Não os poupe, áquelles assassinos!

—Aqui está! Está pronto! disse elle, levantando-se. Esconda este papel comsigo. Mas olhe que se a policia vem, hão de tambem querer revistal-a...

—Leve-os o diabo! respondeu com o maior socego.

Á noite, veio o doutor.