—O medo é o medo e negocios são negocios! replicou elle, mostrando muito os dentes. Para que está a mangar comigo? Então, já viram?... Talvez não seja coisa de metter medo a uma pessôa?... Mas já que é preciso, atira-se a gente ao lume! Quando se trata d’um negocio d’estes...

—Ah! meu filho! exclamou involuntariamente Pélagué, vencida pelo entusiasmo e o contentamento que elle lhe inspirava.

Elle sorriu acanhado:

—Ainda mais esta: eu, seu filho! Alguma criancinha, talvez?...

Nicolao, que não deixára de observar o rapaz, com olhar amigo, interveio então:

—Você não vae, homem!

—Então, que devo fazer? Onde é preciso que vá? interrogou elle com inquietação.

—Outro irá em seu logar e você ha de explicar-lhe meudamente como elle deve proceder. Quer fazer isto?

—Está bem! respondeu Ignaty de má vontade, apóz um instante de hesitação.

—Nós nos encarregamos de lhe fornecer documentos, para lhe arranjarmos um logar de guarda-matto.