—Vae para a cidade?
—Vae.
—Ah! e não tem medo?
—Não, não tem medo! respondeu, sorrindo.
—Não tem?!... Poderia passar a noite cá em casa... Dormiria comigo.
—Impossivel. Vêl-a iam saír ámanhã pela manhã; e devemos evitar isso... Ella primeiro ainda.
Pélagué caíu em si, e tendo olhado para a janella, passeando, disse meigamente:
—Não percebo o que possa haver perigoso, e que torne prohibidas estas coisas. Que mal pode haver? Ella não sentia absoluta convicção e desejava obter do filho uma resposta negativa. Elle fitou-a, sereno, e respondeu com firmeza:
—Não fazemos nem faremos mal algum. Todavia, sabe que é a prisão o que nos espera.
As mãos de Pélagué tremeram. Foi com a voz enfraquecida que perguntou: