Á roda da meza d’onde retirava os copos, sentia-se feliz: tudo se tinha passado sem novidade e terminado em paz.
—Tiveste uma bôa idéa, meu filho: é uma bella gente. O russo-menor... acho-o interessante. E a rapariga... Ah! que intelligente que é! Quem é ella?
—Professora de primeiras lettras, respondeu resumidamente, passeando ao comprimento do quarto.
—Por isso é tão pobre! Que mal vestida!...
Vae apanhar um frio!... Onde vivem os paes?
Em Moscou.
E Pavel, parando junto da mãe, disse em voz baixa e gravemente:
—O pae é muito rico, negociante de ferro, e possue varios estabelecimentos. Expulsou-a porque ella entrou neste caminho... Foi educada no luxo, toda a familia a amimava, dando-lhe quanto queria... E n’este momento é obrigada a andar a pé, sósinha, sete kilometros.
Estes pormenores impressionaram Pélagué. No meio do quarto, olhava para o filho sem dizer palavra, os sobrolhos erguidos n’uma expressão de assombro.
Depois perguntou a meia voz: