—E como poderia não ser assim?

Seguiu-se o folhear d’um livro: por certo Pavel voltava á leitura. Pélagué permanecia deitada com os olhos fechados, sem se atrever a fazer nem um movimento. Sentia-se profundamente apiedada de André, mas ainda mais do seu filho. Dizia comsigo: «Meu querido filho... meu martyr! meu sacrificado!»

De subito, André perguntou:

—Devo então calar-me, não é isso?

—É o mais honesto, André...

—Bem! entrarei n’esse caminho! decidiu o outro.

Mas accrescentou tristemente, decorrido um instante:

—Has de soffrer, Pavel, quando chegar a tua vez.

—Chegou. Já soffro... e cruelmente.

—Tu tambem?