—Venha o director!
—Elle que s’explique!
—Vão buscal-o!
—Mandemos-lhe delegados!
—Não!
Tendo conseguido chegar á frente, Pélagué olhava para o filho, sentindo-se dominada por elle. Estava replecta de orgulho: o seu Pavel, no meio dos velhos operarios mais queridos, sendo escutado e apoiado por toda a gente!... Admirava o seu sangue-frio, a sua simplicidade e o seu falar sem fastio e sem pragas, como era o dos outros.
As exclamações, os gritos de revolta, as invectivas choviam como saraivada grossa em telhados de zinco. Pavel encarava na multidão, e parecia procurar o que quer que fosse entre os grupos.
—Delegados!
—Fale o Sizof!
—O Vlassof!