Sendo esta dignidade de Marquez officio, se foy tambem depois naõ sómente fazendo Senhorio das mesmas Marcas, mas ainda Dignidade, e Titulo. O primeiro, que houve neste Reyno, foy D. Afonso filho do primeiro Duque de Bragança, a quem ElRey D. Afonso V. deu este Titulo. Foy este Senhor, sendo ainda Conde de Ourem, ao Concilio de Basilea por Embaixador de Portugal com grande acompanhamento, e dahi, antes de tornar para o Reyno, correo grande parte de Europa, e Asia; e assim em remuneraçaõ de seus serviços o fez ElRey D. Afonso V. Marquez de Valença.

As ceremonias, com que esta dignidade se dà, conta largamente Garcia de Resende[168] na Chronica delRey D. Joaõ II. quando ElRey fez ao Conde de Villa Real D. Pedro de Meneses Marquez da dita Villa, e foy nesta forma. ElRey citava em seu estrado Real vestido ricamente, em pè com a mão na cadeira, debaixo de hum docel de brocado, acompanhado do Principe, e Grandes da Corte, vestidos todos de festa. O Conde veyo de sua Casa acompanhado de muitos Fidalgos, precedendo trombetas, charamellas, sacabuxas, e os Reys de Armas, e hum dos principaes Fidalgos, que o acompanhavaõ, levava diante hum Estendarte das Armas do Conde na mão com pontas, e outro huma espada rica embainhada, e o terceiro huma carapuça de seda vermelha forrada de arminhos, posta em hum prato de prata ricamente lavrado; com esta ordem entrou na sala, e chegou ao estrado, em que ElRey estava; e o Chanceler Mór por mandado delRey fez huma pratica, em que contou os muitos serviços do Conde, e como em gratificaçaõ delles, o queria ElRey acrescentar à dignidade de Marquez. Acabada a pratica, se chegou o Conde diante delRey, o qual tirou a carapuça do prato, e lha poz na cabeça, e tomou a espada, e lha cingio por cima dos vestidos, e da cinta lha tirou nua, e com ella lhe cortou as pontas do Estendarte, e ficou em Bandeira quadrada; e tomou hum anel de diamante, e lho meteo no dedo annular da maõ direita. Feito isto, o Marquez se poz de joelhos, e lhe beijou a maõ, e o mesmo fizeraõ logo o Principe, e os mais Grandes, e Fidalgos, que ahi estavaõ presentes. Convidou ElRey o Marquez, e jantou com elle aquelle dia à mesma mesa, estando ElRey debaixo do docel no lugar do meyo, e à sua maõ direita o Principe, e logo o Marquez, e à maõ esquerda ElRey D. Manoel Duque de Viseu, que depois lhe succedeo no Reyno. Acabado de comer, se recolheo ElRey, e o Marquez com o mesmo acompanhamento tornou para casa. Neste Reyno, e no de Italia costumaõ trazer Coroneis de perolas sobre as Armas; posto que como vimos, ElRey D. Joaõ lhe deu o barrete Ducal.

Os Senhores, a que os Reys deste Reyno deraõ titulo de Marquez, sem repetir duas vezes numa Familia o mesmo Titulo, saõ os seguintes. ElRey D. Afonso V. fez Marquez de Valença a D. Afonso, como jà vimos, e a seu Irmaõ D. Fernando Marquez de Villa-Viçosa. ElRey D. Joaõ II. a D. Pedro Meneses Conde de Villa Real fez Marquez da mesma Villa. ElRey D. Manoel concedeo aos primogenitos dos Duques de Aveiro o Titulo de Marquez de Torres Novas; e D.Joaõ III. fez Marquez de Ferreira a D. Rodrigo de Mello, Conde de Tentugal; e ElRey D. Filippe III. deu o mesmo Titulo a D. Christovaõ de Moura, fazendo o de Conde de Castello Rodrigo, Marquez da mesma Villa; e a D. Diogo da Sylva o de Marquez de Alanquer; ao Conde de Portalegre D. Filippe da Sylva fez ElRey D. Filippe o IV. Marquez de Gouvea; e ao Conde de Castelbom D. Jorge Mascarenhas Marquez de Montalvaõ; e ElRey D. Joaõ IV. ao Conde de Vimioso D. Afonso fez Marquez de Aguiar; e ao Conde de Monsanto D. Alvaro Pirez de Castro fez Marquez de Cascaes, e ao Conde de Vidigueira D. Vasco da Gama fez Marquez de Niza. ElRey D. Afonso VI. fez Marquez de Fontes a D. Francisco de Sà, e Menezes Conde de Penaguiaõ: Marquez de Sande a D. Francisco de Mello, e Torres Conde da Ponte, e Marquez de Marialva a D. Antonio Luiz de Menezes Conde de Cantanhede. ElRey D. Pedro II. fez Marquez de Alegrete a Manoel Telles da Sylva: de Fronteira a D. Joaõ Mascarenhas Conde da Torre: das Minas a D. Francisco de Sousa Conde Prado: de Tavora a Luiz Alvares de Tavora Conde de S. Joaõ de Pesqueira. ElRey D.Joaõ o V. fez Marquez de Angeja a D. Pedro Antonio de Noronha Conde de Villa-Verde: de Gouvea a D. Martinho Mascarenhas Conde de Santa Cruz: de Marialva a D. Diogo de Noronha: de Valença a D. Francisco de Portugal Conde de Vimioso, e ao Marquez de Fontes D. Rodrigo de Sà, e Menezes mudou este Titulo no de Abrantes, ficando o outro em seu primogenito D. Joaquim Francisco de Sà, e Menezes Conde de Penaguiaõ.

§. XXV.

Da origem dos Condes, e sua antiguidade, e preeminencia em Portugal.

Conde se dirivou de Comes, palavra latina, que significa companheiro, e comitatus, companhia. Sendo este nome generico, se fez tambem especial,[169] quando os Emperadores Romanos começaraõ de usar dos Nobres da Republica para os officios do Paço. Introduzio-se este costume em tempo de Valeriano;[170] o qual como se tratasse jà mais como Rey, que naõ seus antecessores, transferio o Senado para o Paço; e escolheo dos principaes Senadores hum Conselho, com o qual determinava tudo. E porque elle de sua condiçaõ naõ estava nunca em hum lugar, e caminhando sempre, e trazendo fempre consigo estes Senadores, lhe chamaraõ Comites, ou Companheiros de Cesar, e aos Continuos da Corte, e à Casa Imperial, Comitatus Cæsaris; foy logo de grande estima este Titulo de Companheiro do Emperador; e concedia se aos Conselheiros; e àquelles, que no Paço tinhaõ superintendencia em algum particular ministerio; e precediaõ a outros Ministros inferiores, chamando-os Condes daquelle officio. De maneira, que ao que agora dizem o Veador da Casa, chamavaõ elles: Comes rei privatæ: ao Guarda roupa: Comes sacræ vestis: ao Veador da fazenda: Comes largitionum; e assim aos de mais, como se pòde ver largamente[171] pelo livro da Noticia de ambos os Imperios. Depois estenderaõ os Emperadores Marco Aurelio, e Lucio Comodo Uro este nome de Comites, ou Condes, aos Governadores das Provincias, aos quaes deraõ Titulo de Condes dellas. E no Imperio Occidental se governaraõ por Condes, Italia, Africa, o destrito de Argentina em Alemanha, Inglaterra, o Illyrico, e as Espanhas. Pelo que vindo os Godos, e Naçoens do Norte a apoderar-se das Provincias Romanas, usaraõ do mesmo estilo; e seus Reys querendo imitar o fausto dos Emperadores, deraõ tambem nomes de Condes aos Senhores, e Illustres, que os serviaõ nos officios do Paço: e particularmente vemos isto nos Reys Godos de Espanha, cujas Historias,[172] e Concilios de seus tempos estaõ cheyos destes nomes de Condes, como era o que chamavaõ; Comes escanciarum, que servia de Copeiro: Comes cubiculi, de Camareiro: Comes patrimonij, de Veador da fazenda: Comes spathariorum, de Capitão da Guarda: Comes stabuli, de Estribeiro Mòr: Comes Notariorum, o Secretario: Comes Thesaurorum, o Thesoureiro Mòr, e assim outros muitos.

Alèm destes Condes, que serviaõ no Paço aos Reys Godos, havia outros nas Cidades principaes das Provincias, que as governavaõ, e seus territorios, como agora os Corregedores; pelo que lhe chamavaõ Condes da segunda ordem, por naõ serem da qualidade dos primeiros, que andavaõ junto à pessoa do Principe. Porèm nenhum destes Condes era perpetuo, mas serviaõ os officios a tempos, e deste modo se conservaraõ atè a entrada dos Arabes em Espanha; os quaes concederaõ aos Christãos, que entre elles ficassem seus Condes, que como Juizes os governassem, como se pòde ver largamente na 2. e 3. p. da Monarquia Lusitana,[173] onde se nomea Theodoro Conde de Coimbra muitos annos antes que se ganhasse esta Cidade aos Mouros. Depois os Reys, que succederaõ a D. Pelayo, deraõ tambem titulo de Condes aos Governadores, que punhaõ nas Cidades, como se vè do privilegio, que ElRey D. Afonso Magno deu à Igreja de Santiago de Galiza; onde alèm de outros se nomea Alvaro Conde da Idanha, Ermigildo Conde de Tuy, e do Porto, Arias seu filho Conde de Eminio, Pelayo Conde de Bragança, Odoario Conde de Castella, e Viseu. Estes saõ os primeiros Condes de Portugal, que se achaõ em confirmações, depois de se ir recuperando do poder dos Mouros. Daqui veyo dar ElRey D. Afonso VI. esta Provincia a seu genro D. Henrique com titulo de Conde. Em seu tempo, e em quanto seu filho D. Afonso esteve sem Titulo de Rey, naõ lemos que houvesse algum Senhor no Reyno com esta dignidade; porèm tanto que foy levantado por Rey, logo devia dar o titulo de Conde a outros para grandeza de sua Corte, como parece dos que achamos nomeados na jornada de Sevilha, que acompanharaõ o Infante D. Sancho. Estes titulos de Conde eraõ entaõ sómente em vida; depois se fizeraõ hereditarios, dando-os os Reys á imitaçaõ do que jà tinha feito o Emperador Carlos Magno, o qual senhoreando-se de toda Italia, França, Alemanha, deixou estes, e outros titulos aos mais dos Senhores, que os administravaõ, por herança, para elles, e seus descendentes, como jà temos dito; usando nisto de huma grande razaõ de estado; porque dividindo nesta fórma as Provincias em muitos Senhores particulares vassallos, ficava seguro de se lhe naõ poderem rebelar; porque cada hum por si naõ tinha forças bastantes para o fazer; e unirem-se todos, era quasi impossivel, pela grande multidaõ delles. Alèm do que se seguia outro grande beneficio ao bem publico, e era, que administrando cada Senhor sua Cidade, e territorio como cousa propria, ficava sendo muito mayor o accrescentamento das cousas publicas, como se ve no campo mais pequeno, que he melhor cultivado, que a herdade grande: e assim resultaraõ depois destas divisoens maravilhosos aumentos em todas as Cidades, e Povos, que tiveraõ particular Senhorio, tanto em Italia, e França, como em Alemanha; de que saõ boas testemunhas em Italia as Cidades de Mantua, Urbino, Ferrara, Millaõ; em França Parîs, Orliens, Bezansom, Gray, Nantes, Metz; nos Paizes baixos, Cambray, Arráz, Liegi; em Alemanha Clevis, Colonia, Aspurg, Gratz, e infinitas outras, que deste tempo para cà floreceraõ admiravelmente. De modo, que a esta imitaçaõ começaraõ os Reys de Espanha, por sua liberalidade dar por herança os titulos de Condes juntamente com o Senhorio das terras, que governavaõ. Porèm isto senaõ fazia ordinariamente, senaõ a pessoas muy conjunctas em sangue com a Casa Real. Pelo que dando ElRey D. João o I. titulos de Duques a seus filhos D. Pedro, e D. Henrique, como jà deixamos dito, ficaraõ sendo de mòr dignidade, que os Condes; ainda que estes eraõ muito mais antigos no Reyno depois da restauraçaõ de Espanha.

Em Italia naõ trazem Coroneis, e saõ chamados Espectaveis, e naõ Illustres, porèm em Portugal tem Coronel de perolas. Em Castella os que saõ Grandes, precedem aos Marqueses, que o naõ saõ. Quando ElRey D. Pedro de Portugal fez Conde de Barcellos a D. Joaõ Afonso Tello, conta o Chronista a solennidade, com que velou as armas, porèm naõ diz a com que o fez Conde. Com tudo parece, que em Portugal seguiraõ o costume de Italia, como fizeraõ nos Marqueses; e o que se póde colligir nesta materia era, que hia o Conde com acompanhamento dos Fidalgos, Reys de Armas, e instrumentos musicos ao Paço, onde ElRey dizendo-lhe: Venhais embora Conde, e metendo-lhe na maõ o Estendarte, lhe dava a investidura do Estado. E sendo convidado aquelle dia delRey, se tornava depois para casa com o mesmo acompanhamento. Os Senhores, a quem os Reys de Portugal deraõ o Titulo, referirey como fiz nos passados sem repetir duas vezes o mesmo Condado; ainda que ao filho, ou neto se tornasse a fazer merce delle. O primeiro que achey, he o Conde de Bragança D. Fernaõ Mendes o Bravo, que casou com Dona Theresa filha delRey D. Afonso Henriques. O segundo o Conde D. Pedro; na historia do qual Rey se nomeaõ tambem o Conde D. Ramiro, e D. Pedro das Asturias, que se acharaõ com o Infante D. Sancho na batalha, em que venceo a ElRey de Sevilha. Na Chronica do mesmo D. Sancho o I. se nomeaõ o Conde D. Mendo o Sousaõ; e na delRey D. Afonso III. o Conde D. Garcia de Sousa, que casou com huma filha bástarda do mesmo Rey. ElRey D. Diniz deu o titulo de Conde de Barcellos a D. Pedro, e de Albuquerque a D. Afonso Sanches seus filhos bastardos. ElRey D. Pedro fez Conde de Barcellos a D. Joaõ Afonso Tello de Meneses; e depois ElRey D. Fernando o fez Conde de Ourem, o qual fez tambem Conde Barcellos a D. Joaõ Afonso Tello, irmaõ da Rainha Dona Leanor, e D. Joaõ Tello Conde de Viana; e a D. Gonçalo Telles Conde de Neiva, e Faria, a D. Henrique Manoel Conde de Cea, e Cintra; e a D. Alvaro Pires de Castro Conde de Arrayolos, e Conde de Ourem a D. Joaõ Fernandes Andeiro. ElRey D. Joaõ I. deu o mesmo Titulo a D. Nunalvares Pereira, e o de Barcellos a D. Afonso seu filho natural, e ultimamente o de Villa Real a D. Pedro de Meneses primeiro Capitaõ de Ceita, D. Afonso V. fez Conde de Monsanto a D. Alvaro de Castro, e D. Afonso de Vasconcellos Conde de Penella, a D. Duarte de Meneses Conde de Viana, e depois de Loulè, a D. Henrique seu filho Conde de Valença, a D. Lopo de Albuquerque Conde de Penamacor, a D. Fernando de Noronha Conde de Odemira, a D. Fernando Coutinho Conde de Marialva, a D. Alvaro Gonçalves de Ataide Conde de Atouguia, a D. Pedro Martins de Mello, Conde de Atalaya, a D. Afonso filho do Duque de Bragança D. Fernando I. Conde de Faraõ, a D. Lopo de Almeida Conde de Abrantes, a D. Rodrigo de Mello, Conde de Olivença, a D. Ruy Vaz Pereira Conde da Feira, a D. Pedro de Meneses Conde de Cantanhede, a D. Pedro Alvares de SottoMayor Conde de Caminha, a D. Joaõ Galvaõ Bispo de Coimbra Conde de Arganil. ElRey D. Joaõ o II. deu o Condado de Borba a D. Vasco Coutinho, que depois se trocou pelo do Redondo. ElRey D. Manoel deu titulo de Conde de Portalegre a D. Diogo da Sylva, e aos primogenitos do Marquez de Villa Real, o de Alcoutim, a D. Rodrigo de Mello fez de Tentugal, a D. Joaõ de Meneses, de Tarouca, a D. Francisco de Portugal, do Vimioso, a D. Martinho de Castello Branco, de Villanova, a D. Vasco da Gama, da Vidigueira. ElRey D. Joaõ III. deu o Condado da Castanheira a D. Antonio de Ataide, e a D. Diogo da Sylveira, o da Sortelha. ElRey D. Sebastiaõ a D. Simaõ Gonçalves da Camara fez Conde da Calheta. ElRey D. Filippe I. a D. Francisco de Sà Conde de Penaguiaõ, a D. Fernando de Castro, do Basto, a D. Duarte de Castelbranco, do Sabugal, a D. Rodrigo Gonçalves da Camara, de Villafranca, a D. Francisco Manoel, da Atalaya, a D. Francisco Mascarenhas, de Santa Cruz. ElRey D. Filippe III. deu titulo de Conde de Ficalho a D. Carlos de Aragaõ, de Lumiares a D. Luiz de Moura, e Corte Real, de Villaflor, a D. Luiz Henriques, a Luiz Alvares de Tavora, de S. Joaõ da Pesqueira, a Henrique de Sousa, de Miranda do Corvo; a D. Francisco de Fàro, do Vimieiro; a D. Estevaõ de Fàro, de Fàro de Alentejo. ElRey D. Filippe IV. deu titulo de Conde de Obidos a D. Vasco Mascarenhas, e de Conde da Torre a D. Fernando Mascarenhas, e de Conde de Castelbom a D. Jorge Mascarenhas, e de Conde de S. Miguel a Francisco Botelho; e de Conde de Castelmelhor, a Ruy Mendes de Vasconcellos, e de Conde de Sarzedas a D. Rodrigo Lobo da Sylveira; e de Conde de Aveiras, a Joaõ da Sylva Tello, e de Conde de Assumar, a D. Francisco de Mello; e de Conde de S. Lourenço a Luiz da Sylva, e de Conde da Ilha do Principe a Luiz Carneiro de Alcaçova, e de Conde de Armamar, a Ruy de Mattos de Noronha, a Leonel de Lima deu as honras de Conde no titulo de Visconde de Villanova da Cerveira. ElRey D. Joaõ IV. fez Conde de Serem a D. Fernando Mascarenhas, e de Alegrete a Mathias de Albuquerque, e Conde de Villapouca a Antonio Telles; e de Villarmayor a Fernaõ Telles; e Conde de Soure a D. Joaõ da Costa. Confirmou a D. Fernando de Menezes a merce de Conde da Ericeira, fez Conde de Oriola ao Baraõ de Alvito, a D. Francisco de Sousa confirmou a merce de Conde do Prado, restituhio o da Torre tirado por Castella a D. Fernando Mascarenhas, e fez Conde de Villaverde a D. Antonio de Noronha. ElRey D. Afonso VI. fez Conde de Avintes a D. Luiz de Almeida, de Pombeiro a D. Pedro de Castellobranco, da Ponte a Francisco de Mello, e Torres, de S. Vicente a Joaõ Nunes da Cunha, de Villaflor a D. Sancho Manoel, e de Santiago a Lourenço de Sousa seu Aposentador Mòr. ElRey D. Pedro II. fez Conde de Alvor a Francisco de Tavora, do Assumar a D. Pedro de Almeida, de Coculi a D. Francisco Mascarenhas, das Galveas a Diniz de Mello de Castro, do Lauradio a Luiz de Mendonça, do Redondo a D. Manoel Coutinho, do Rio Grande a Lopo Furtado de Mendoça, de Tarouca a Joaõ Gomes da Sylva, de Valadares a D. Miguel Luiz de Menezes, e de Viana a D. Jozé de Menezes. ElRey D. Joaõ o V. fez Conde das Galveas a Andrè de Mello de Castro, Embaixador em Roma, do Lauradio a D. Antonio de Almeida, de Monsanto, D. Fernando de Noronha, de Povolide a Tristaõ da Cunha de Attaide, do Redondo a Fernaõ de Sousa Coutinho, de Alva a D. Joaõ Diogo de Ataide Governador das Armas do Alemtejo, da Sabugosa a Vasco Fernandes Cesar de Menezes, de Sandomil a Pedro Mascarenhas, e do Vimieiro a D. Sancho de Faro.

§. XXVI.

Dos Viscondes, e Baroens.