Em vão experimentaria formar-lhes coração e intelligencia.
A Disciplina que, como se deixa perceber, é, sem a Religião, o quer que seja de material e triste, é a seu turno para a Religião um indispensavel auxilio.
Pelo silencio e pela paz mantem a concentração; prepara o caminho ás lições da sabedoria christã ou ás impressões da graça.
Conter ou reprimir os desmandos da vontade arrastada para longe do dever pelas paixões ou pela inexperiencia da idade; submetter sem humilhar, mandar sem aviltar, elevar abatendo, fortalecer e fazer avançar detendo impedir que as faculdades se não desvairam e se não enfraqueçam dissipando-se: proteger ao mesmo tempo a piedade, os estudos e os costumes; tal é a obra, tal é o dever da educação disciplinar.
Como poderia a Religião dispensar o auxilio da Disciplina?
A Instrucção, da sua parte, offerece á Religião o seu poderoso concurso.
Abrir e desenvolver a intelligencia da creança, despertar-lhe o pensamento, fazer nascer n’ella ideias sãs, formar-lhe e desenvolver-lhe a penetração, o bom senso, a applicação do espirito; enriquecer-lhe a memoria, formar-lhe a razão e a palavra, fecundar-lhe a imaginação, polir-lhe o gosto, exercitar-lhe o juizo; é o dever da Educação intellectual e a gloria da Instrucção.
Quem poderá desconhecer todo o bem que a Religião póde d’ella esperar?
Espiritos assim preparados, engrandecidos, elevados, fortalecidos, comprehenderão melhor as altas verdades christãs.
O joven que cultivou convenientemente o seu espirito terá um coração mais delicado, uma alma mais generosa, ao mesmo tempo que uma razão mais elevada.