Suppuz em vez do gellido egoismo, Da guerra surda e atroz D'interesses, em perpetuo antagonismo, Que envolve a todos nós:
Homens, povos, nações, por varios modos Unidos, dando as mãos: Todos por um, valendo um só por todos, Vivendo como irmãos!...
É fé que sigo, é crença que mantenho: Que em mysterioso nó Unis-te os homens, com supremo engenho, Formando uma alma só;
Em serviço da qual cada individuo, Com multiplo labor, Trabalha por lhe dar, no esforço assiduo, O maximo esplendor!...
Quão mais estreito o vinculo fôr dado, Mais luz hade irromper Do nosso coração, do amor gerado No ventre da mulher!...
Tal o sonho que em dias mais felizes Ao mundo consagrei!... Como hade aqui lançar fundas raizes: A ti contente irei!...
Se um raio de calôr ou luz, prestantes, A terra a si prendeu: É vel'os como, em rapidos instantes, Se evolam para o céu;
E como, n'um sentido em tudo opposto, A pedra na amplidão, Quanto mais alto attinge, com mais gosto Gravita para o chão!...
E eu não gravito: eu subo na vertigem D'um céllico condor A demandar em ti, na propria origem, Belleza, luz e amor!
Permitte, pois, do mundo em que eu habito Meu ser a ti se evol': Tem jus aos ceus quem mede esse infinito Que vae de sol a sol!