Levou-os e trouxe-os em sua guarda...
INFANTA—que lentamente se aproximara da arcaria, depois de um longo silencio, com deslumbramento e mysticismo.
É mais, muito mais do que uma armada entrando de novo a barra!
Ha almas n'aquellas vellas:—sinto-as, vivem, palpitam em mim!
exaltando-se
São como mãos do Destino aquellas naus! Ellas andam buscando, a toda a hora, o mundo maior que Deus creou! Andam buscando, perdidas entre as ondas, os reinos da luz e do mystério, os reinos das pedrarias e do oiro!
Errantes, sem rumo, á aventura, foram quebrando o feitiço ás ilhas perdidas do mar! As ilhas, castellos encantados, que, por nossa voz, despertam a cantar! São como nossas mãos aquellas naus!
Dia a dia, andam realizando o nosso sonho! Abrindo nossos olhos deslumbrados ante horizontes novos e estranhos! Por ellas, transfigurado, o mundo acorda, desperta, da noite negra! Por ellas o mar e a terra são maiores! Por ellas o céu tem mais estrellas!
São como mãos do Destino aquellas naus! São como nossas mãos! São como mãos de Deus!
nos olhares deslumbrados da côrte passam, por momentos, as palavras da Infanta.