Saudava a patria portugueza, alli directamente representada na pessoa do seu ministro plenipotenciario, cuja presença, agradecia.

Á directoria do Instituto Historico e Geographico agradecia tambem, penhorada, a gentileza de haver cedido o salão da sua séde, para a realização da conferencia.

Isto dito, e como não desejava prender por mais tempo a attenção do auditorio, naturalmente ancioso, dava a palavra ao dr. Garcia Redondo, cuja apresentação julgava desnecessario fazer, pois tinha absoluta certeza de que nem uma só pessoa alli presente, desconhecia, quer através da imprensa ou da literatura, os altos meritos do conferencista.

Uma prolongada salva de palmas ecôa pela sala.

Levanta-se então o dr. Garcia Redondo que começa agradecendo aos circumstantes a sua temeridade em affrontar os rigores daquella noite humida e fria, não para ouvir a sua modesta palavra, pois não tinha sobre isso illusão alguma, mas para corresponder ao appello que lhes dirigiram os promotores daquella conferencia.

Sobretudo, era-lhe grato constatar alli a presença das representantes do sexo gentil, que á festa emprestavam a nota brilhante.

Diz que o thema da sua conferencia havia sido para elle objecto de longos e profundos estudos. Poderia por isso dissertar sobre elle sem ter necessidade de ler, nem mesmo simples annotações.

Mas, importando o que tinha de dizer responsabilidades que queria assumir e receiando que a memoria o trahisse, considerava mais prudente ler a sua conferencia.

Em seguida, offerece alguns esclarecimentos sobre um grande mappa que está ao seu lado, e que elle organizou para illustrar a conferencia, e entra finalmente no assumpto.

Ás ultimas palavras da brilhante oração do dr. Garcia Redondo, uma calorosa e prolongada salva de palmas se fez ouvir no salão.