S. s. foi distinguido com a offerta de um lindo «bouquet» de flôres naturaes.

Levantou-se então o ministro plenipotenciario da Republica de Portugal, sr. Antonio Luiz Gomes.

Recáe sobre a sala um profundo silencio.

O illustrado diplomata começa affirmando que não comparecera áquella reunião com o intuito de falar.

Mas, cumpria-lhe o dever de agradecer em nome de Portugal, que tinha a honra de representar, o bello trabalho do dr. Garcia Redondo.

Tratando da moderna phase da sua patria, fala sobre o Portugal antigo, cujos feitos enchem as paginas da historia universal.

Refere-se á Monarchia, dizendo que ella teve tempo mais que sufficiente para demonstrar a capacidade dos seus homens.

Por occasião do assassinato de d. Carlos, levaram os republicanos a sua generosidade ao ponto de prestigiar—sem o sacrificio, porém, das suas convicções politicas—as instituições então vigentes, desde que isso concorresse para o bem do paiz.

Entretanto a Monarchia mostrou-se impotente; nada fez porque nada poude fazer para manter o prestigio de Portugal.

As crises ministeriaes succediam-se de um modo assustador e a situação chegou a tal ponto que só a Republica poderia salvar as gloriosas tradições do paiz.