Depois de ter alli fallado com dois Administradores de Bairro, alguns empregados, distinctos militares, e outros patriotas &c. marchou com o Capitão N., dez soldados da municipal de cavallaria, e um patriota paizano, pela rua nova do Almada, calçada dos Clerigos, praça dos Voluntarios da Rainha, Carregal, Torre da Marca em direcção ao quartel do 6.º regimento, com o fim de promover a revolução na povoação, e assegurar-se por si da fidelidade do benemerito corpo de infanteria n.º 6.

No meio do campo de Santo Ovidio reuniu-se-lhe{21} o Dr. Francisco Antonio de Rezende, que acompanhou o Snr. José Passos na primeira vez que foi ao Duque, e depois continuou a trabalhar no que foi necessario para o triumpho da causa nacional. O Snr. Rezende é tambem um dos diversos cidadãos que foi, por recommendação dos Snrs. José Passos, e Visconde de Beire, procurar barco para conduzir a bordo do vapor os illustres generaes, vindos de Lisboa.

O Snr. José Passos, no transito para Villar, mandou prender defronte do palacio do Barão de Nevogilde, um official da comitiva do Duque, que hia encarregado de levar despachos de S. Exc.ª

Depois de haver fallado com o distincto Commandante d'infanteria n.º 6, que informou o Snr. Passos do que havia passado com um filho do Exc.mo Conde de Terena José, continuou a sua marcha para Villar.

Chegado ao palacio do Conde de Terena Sebastião, e feitos os devidos comprimentos, teve o Snr. José Passos occasião de declarar que a guarnição estava na resolução de não cooperar para no Porto se imitar o que se tinha feito na capital, e que contava que a cidade tambem não obedeceria ás ordens de que S. Exc.ª era portador.—O Duque, como militar valente que é, dizia com toda a urbanidade e cortezania, que havia de cumprir a sua missão e as determinações do governo de S. M. a Rainha; ao que o Snr. José Passos respondeu com a sua notoria amabilidade—que desta vez não seriam cumpridas.—Depois d'andarem conversando na sala os Snrs. Duque, e Passos José,{23} aproximou-se o General Visconde de Campanhãa, o qual perguntou seccamente ao Snr. Passos==V... reconhece o ministerio ultimamente nomeado por S. M. a Rainha?==Para mim, respondeu o Snr. José Passos, só é legitimo o que for filho da insurreição.==Entendo bem, disse o Snr. Campanhãa.

Entrou o nobre Visconde d'Alcobaça, e o Snr. José Passos sahiu com o Snr. Dr. Rezende para, depois de dadas as providencias para que d'alli se não evadissem os generaes vindos da capital, fazer marchar para Santo Ovidio o regimento d'infanteria n.º 6; porque não convinha que continuasse a permanecer na proximidade do quartel do Duque.

Para guarda do Duque e seus companheiros deixou o Snr. José Passos o Snr. Capitão N., oito soldados de cavallaria, seis ou sete paizanos, sendo um delles o Snr. O. C. que teve de hir immediatamente ao quartel de Santo Ovidio, encarregando-os de não deixar escapar os cavalheiros que se achavam na casa do Snr. Conde de Terena Sebastião, tanto pela porta como pelos quintaes, promettendo-lhes que para alli marchariam os patriotas que estivessem reunidos na cidade, assim como todos os que encontrasse no seu caminho para Santo Ovidio, para onde acompanhou o regimento n.º 6.

A estas providencias dadas pelo Snr. Passos devem o não ter sido presos o Snr. Antonio Pereira dos Reis, e outros.

Entrando o Snr. José Passos com o regimento 6.º{24} no quartel de Santo Ovidio, ahi na presença dos Snrs. Barão de Fornos d'Algodres, Rogerio Gromicho Couceiro, Montenegro, Damazio, Almeida e Brito, Rezende, O. C., e outros officiaes—escreveu o Snr. José Passos ao Commandante da terceira divisão militar, Conde das Antas, uma carta que mandou expedir por um postilhão.

Os Snrs. José Passos, Barão de Fornos, Antonio Rogerio Gromicho Couceiro, João Pinto de Sousa Montenegro, são todos constitucionaes, emigrados, e soldados de D. Pedro.