Eu pasmo, eu tremo.

Genio. (Dirigindo-se para o retrato do Principe R.)

Heróe, sacro aos Mortaes, acceito aos Numes,
Olympico Fulgor compõe teus dias;
Os Ceos na minha voz mil dons te abonão,
Com meus olhos teu Povo os Ceos vigião,
O Commercio por ti de fé se nutre;
As Artes, a Virtude, as Leis triunfão;
No Solio, no Poder tens base eterna;
Tua alma sobresahe aos teus Destinos;
E de teu puro arbitrio esse orgão puro,
He digna escolha tua, aos Astros vea
No rasto de oiro, com que o Pólo esmaltas.
Subditos de JOÃO, rendei mil cultos
Ao grão Regente, ao inclyto Carácter,
Que nelle diviniza a especie humana:
A voz da Gratidão se alongue em Vivas,
E cordeal ternura os labios honre.

(CORO.)

Oh Luso Heróe! Baixaste
Da Estancia divinal!
Tu és hum Deos visivel,
Oh Principe immortal!

FIM.

* * * * *

*SONETO.*

Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava,
Ah! cégo eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim, quasi immortal, a essencia humana:

De que innumeros sóes a mente ufana
Existencia fallaz me não doirava!
Mas eis succumbe a Natureza escrava,
Ao mal, que a vida em sua origem damna.