Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage, achando-se o A. molesto.
*SONETO.*
A Musa, que bebeo comtigo alento,
Que ao lado teu paixões commerciava,
Os sons, que alegre outr'hora derramava,
São ais viuvos, que dirige ao vento.
D'entre meus braços te apertar sedento,
Por vingar o intervallo soluçava,
Que a mal firme existencia me embargava,
Sem que podésse olhar-te hum só momento.
Se não pude fartar voraz saudade,
Inda mádida a face, enternecida
Chora males do amigo em soledade.
Minha alma em tua dor toda embebida,
Implora em ais, em pranto aos Ceos piedade,
Ama doirar-te a tenebrosa vida.
De Pedro José Constancio.
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Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage.