(D.)
[XIII]
É pau, e rei dos paus, não marmelleiro,
Bem que duas gamboas lhe lombrigo;
Dá leite, sem ser arvore de figo,
Da glande o fructo tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
Occo, qual sabugueiro tem o embigo;
Brando ás vezes, qual vime, está comsigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
Á roda da raiz produz carqueija;
Todo o resto do tronco é calvo, e nú;
Nem cedro, nem pau-sancto mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um u;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar metta-o no cú.
[XIV]
Bojudo fradalhão de larga venta,
Abysmo immundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na sciencia burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta: