—Beba, minha santinha, disse ella, beba, que lhe ha de fazer bem.

A baroneza levou machinalmente a chavena aos labios, bebeu dois ou tres golos; mas de repente estacou, perguntando:

—De que é este caldo?

—De gallinha, senhora baroneza, de gallinha. Matou-se hoje a mais gorda da capoeira.

—De gallinha! repetiu a baroneza.

E deixou cair a chavena em cima dos pés da Maria do Rosario, entornando o seu contheudo, e escaldando a creada.

—Má raios... principiou esta.

Mas logo atalhou, mastigando em secco:

—Seja pelo divino amor de Deus! um caldinho tão bom, que os anjos o podiam beber.

—De gallinha! continuava a baroneza, plangentemente, e hoje é sexta-feira! Vão chamar o senhor padre prior.