[44] N’uma carta de 1498, publicada por Navarrete, tom. I, pag. 256, compara Colombo a terra com uma pera dividida ao meio, sendo uma parte redonda, e a outra terminada em cone. Esta carta vem tambem nas Select letters of Christopher Columbus, publicadas por Major, pag. 130. (Londres, 1847).
[45] Os geographos arabes consideravam Gog e Magog como filhos de Japhet, devemos accrescentar que era esta a doutrina mais seguida.
[46] É interessante o que diz ácerca d’estes povos o sur Vivien de Saint Martin nas suas Recherches sur les populations primitives et les plus anciennes traditions du Caucase, pag. 40 a 47. (Paris, 1847). M. de Sacy considera a muralha de Alexandre como sendo a noção vaga da muralha da China.
[47] Ha poucos annos ainda se publicou, em Hespanha, um livro do sr. Junquera Origen de los americanos, em que se sustenta essa doutrina. N’ella se baseia um dos romances, e dos menos bons, Oak openings do grande romancista americano Fennimore Cooper.
[48] Mela, III, c. VII.—Solino diz que a terra d’essa ilha está sempre vermelha.—Plinio colloca-a perto da Taprobana.—Hist. Nat. VI, 22.
[49] «Colloquei, diz Toscanelli na carta que escreveu a Colombo e referindo-se ao mappa que mandou ao rei de Portugal, defronte (das costas da Irlanda e da Africa) direito a oeste o principio das Indias com as ilhas e os logares a que poderia abordar.»
[50] Todas estas lendas irlandezas, em abreviada exposição, se podem ver no excellente livro de mr. de Villemarqué La Légende Celtique, especialmente na Introducção e na Lenda de S. Patricio.
[51] Os cavalleiros portuguezes estavam no exercito do duque de Borgonha, que defendia Arras, e foram ao combate commandados pelo sire de Cottebrune; os seus adversarios, pertencentes ao exercito de Carlos VI, eram commandados pelo bastardo de Bourbon. Veja-se a nossa Historia de Portugal, tom. III, pag. 267, nota (2.ª edição).
[52] Historia da Universidade, tom. I, cap. III, pag. 137. (Lisboa, 1892.) A discordancia em que estamos n’este ponto com o illustre professor não nos impede de reconhecermos que o seu livro é monumental. O erudito, a cuja opinião elle se encosta, é João Teixeira Soares, aliás um açoriano benemerito, mas um dos taes que se deixam arrastar pelo prazer de demolir uma gloria consagrada.
[53] Veja-se o retrato de Napoleão traçado primorosamente por Taine nas suas admiraveis Origines de la France contemporaine.