[54] Os filhos de D. João I, cap. III, A villa do infante, pag. 59 e segg.

[55] Humboldt, Histoire de la géographie du nouveau continent, tom. I, pag. 334 e segg.

[56] Apud Visconde de Santarem, Recherches sur la découverte, etc., pag. 113 e 114.

[57] Citado por Humboldt na Histoire de la géographie du nouveau continent, tom. I, pag. 246.

[58] No Boletim da Sociedade de Geographia de Madrid do anno corrente.

[59] «Mais avant les Portugais aucune nation de l’Europe ne semble être allée au délà de l’Équateur». (Histoire de la géographie, etc., tom. I, pag. 290).

[60] «L’horizon géographique s’agrandit peu à peu de la Mer Égée au méridien des Syrtes, de là aux Colonnes d’Hercule et hors du détroit avec Hannon vers le sud, avec Pythéas vers le nord». (Hist. de la géogr., tom. I, pag. 32). O horizonte ampliado por Pythéas nunca mais se restringiu, porque é que havia de acontecer o contrario ao horizonte ampliado por Hannon, se este viajante tivesse ido mais longe do que a costa de Marrocos?

[61] Ha bullas de Eugenio IV, de Nicolau V, de Martinho V, de Calixto III, de Xisto IV. A bulla de Calixto III, confirmando as de Martinho V e Nicolau V, declara que o descobrimento das terras de Africa Occidental o não possam fazer senão os reis de Portugal. A bulla está no Archivo Real da Torre do Tombo no Livro dos Mestrados, fl. 151 e 168. Veja-se a minha Historia de Portugal, tom. III, pag. 248, nota 1, (2.ª edição). A bulla de Nicolau V, que já citámos, de 8 de janeiro de 1454, concedia a el-rei de Portugal, ao infante D. Henrique e a todos os reis de Portugal, seus successores, todas as conquistas de Africa com as ilhas nos mares adjacentes desde o cabo de Bojador e de Não e de toda a Guiné com toda a sua costa meridional. (Arch. Real da Torre do Tombo, maç. 7 de bullas, n.º 29, e maç. 33, n.º 14). Por isso, D. João II, quando fallou a Christovão Colombo a 9 de março de 1493, lhe disse, que se regosijava tanto mais com a sua conquista, quanto tudo quanto elle descobrira pertencia de direito a Portugal. Humboldt, Histoire de la géographie du Nouveau-Continent, tom. I, sec. 1.ª, Nota E, pag. 331. E effectivamente por algum tempo se discutiu se os descobrimentos de Christovão Colombo eram ou não de ilhas nos mares adjacentes á costa africana. E não acham curioso que, se Francezes ou Hespanhoes ou Italianos, antes de nós, tivessem passado para deante do Bojador, acceitassem e reconhecessem e fizessem respeitar por leis e decretos o direito que nós tinhamos de não consentir que se fizessem descobrimentos n’esses mares, ou, no caso de se fazerem, o direito que tinhamos ao menos, á posse d’essas terras descobertas!!

A proposito d’esse cavalleiro allemão Balthazar, que acompanhou Antão Gonçalves, diz o auctor d’este livro: «Antão Gonçalves voltou a Portugal com os negros, e Balthazar o cavalleiro allemão que o acompanhava tornou para a sua terra, onde foi naturalmente a maravilha de todos os que o escutavam, e um novo Sindbad para os pasmados Germanos. A narração das tempestades, dos perigos, dos estranhos costumes dos Azenegues devia occupar bastantes serões de inverno nos velhos castellos allemães junto da vasta lareira, emquanto gemesse lá fóra o vento e cahisse a neve cobrindo de alvo manto o solo endurecido.» Hist. de Portugal, tom. III, pag. 252 (2.ª edição).

[62] Olympiada II, 127.