Do outro lado, um rapazito meio nú, de carapuça, sentado no chão, estava de guarda a meia duzia de bois que pastavam tranquillamente na herva macia e tenra...

De vez em vez, quando um dos bois se approximava de algum castanheiro, o rapaz agarrava de um calhau, e atirando-lhe rasteiramente, gritava:

—Eh! malhado...

—Quantas vezes eu tambem guardei as vaccas da nossa casa! pensou Cerqueira.

—Seu moço, venha cá, disse para o rapaz, venha cá, menino!

O rapaz olhou para o forasteiro com um olhar estupido e embezerrado e deixou-se ficar.

—Venha cá, menino, que lhe não quero mal...

O pequeno não se movia.

—O rapaz é mouco, disse comsigo o viajante, e como quem conhece o coração humano, tirou a bolsa e mostrou-lhe uma moeda de prata.

—Queres isto?