E Zola é, depois de Tlambert, o grande mestre que morreu, o escriptor de mais pulso da moderna geração realista.

Os outros não téem o talento d'elle, não téem o alcance funesto ou bom, mas em todo o caso poderosissimo da sua obra, não téem a sua paciencia de benedictino, exercida com os processos da nova escola.

Isto não é dizer mal dos que trabalham agora, é notar e assignalar um dos symptomas da confusão que hoje nos desnorteia.


Acudiam-me todos estes pensamentos, imagina como, leitora?

Ao lêr um novo livro de Feuillet, ultimamente publicado em Pariz Le journal d'une femme.

Feuillet é por excellencia o escriptor elegante e delicado.

No fundo, póde ser que a obra d'elle tomada no seu conjuncto não seja de uma moralidade tão cauterisadora como a que resulta dos livros de Zola.

Ninguem diga que Zola é um escriptor immoral, não; elle é simplesmente um escriptor mysantropo: vê as cousas pelo lado mais negro, e as suas bachanaes, nuas como são, não téem effeitos enervantes, doem como um caustico applicado sobre uma ulcera aberta.