As ruas da alta estavam solemnemente silenciosas, os transeuntes eram raros.

Ao passarem por uma casa, cujo primeiro andar tinha as janellas abertas, viram um estudante com a cabeça encostada ás mãos, absorvido e com os olhos n'uns livros...

—Aquelle tambem é rapaz, tornou o brazileiro com gesto sentencioso, mas faz a sua obrigação. Quem vem para aqui é para estudar...

Ao subirem as escadas da hospedaria ouviram um grande rumor, vivas, e hurrahs freneticos e enthusiasticos; os creados açodados, vermelhos, passavam com largas travessas fumegantes...

—Desejamos saber, disse o brazileiro a um dos creados, se o sr. Sebastião Alves está aqui.

—Está, sim senhor, se lhe querem fallar, vou dar-lhe parte...

O brazileiro tirou meia corôa da bolsa de prata, e dando-a ao creado continuou:

—Não queremos perturbar o sr. Sebastião, fallar-lhe-hemos depois. O que desejamos é um quarto onde possamos esperar até que finde a ceia. Faça favor de lhe não revelar que estamos aqui, é uma surpreza que queremos fazer ao estudante; e sorriu contrafeito.

O creado conduziu-os a uma sala, separada d'aquella em que os estudantes ceiavam simplesmente por uma porta.

O tio Sebastião tinha o coração aos pulos dentro do peito.