—E é verdade que é lindissimo e de appetite o seu annel; deixa-m'o ver, Sr. Alvim? disse uma das senhoras que estava ao lado de Antonio de Vasconcellos.

O annel foi passando de mão em mão crivado de admirações e de quentes cobiças...

A conversação tomára outro rumo; era o momento dos toasts, e então Alvim explicou uma usança que lá fóra estava agora muito em moda nos jantares da alta vida, a taça da amizade.

Ia a descrever este costume elegante quando a senhora que estava á esquerda de Vasconcellos soltou um grito.

—Ah!

—Que foi? O que foi? repetiram em roda.

—Tinha aqui o annel e desappareceu-me!

Levantaram-se pratos, arredaram-se cadeiras, houve varias conjecturas.

—Estaria aqui? talvez estivesse ali...

E sempre debalde.