Andam commigo agora de baile em baile, de soirée em jantar.

Imaginam que me enganam, os queridos velhinhos!

Elles que gostam tanto do cantinho do fogão, onde conversam, e se recordam de tudo que passou, fingem um subito e inexplicavel desejo de distrações mundanas.

Eu sigo-os com um sorriso malicioso que ás vezes os assusta.

Sabes as minhas ideias, não é verdade?

Que garantias de futuro me daria a mim um marido apanhado a laço á luz dos lustres dourados, em uma sala de baile frivola e banal?

Não é ahi que eu encontrarei de certo o noivo da minha alma!

Porque é que se não poderá alliar a poesia do coração com os deveres da realidade? Não entendo isto!

Pois só serão deliciosos os amores vedados?