[48] Era assim que Leonor chamava à amiga Teresa.
[49] Refere-se a um caso assim narrado noutra carta: «Alexandre de Sousa, que é uma das pessoas mais vivas que conheço, estando connosco (na grade) deram Avè-Marias ao tempo que êle estava merendando. Fêz várias caretas célebres pelo descómodo de largar o prato, pôs-se de joelhos, enguliu o bocado, etc., e finalmente não concluíu a manobra senão depois delas rezadas e tudo acabado. Cada uma das pessoas que ali estava, disse sua graça sôbre a falta de devoção, e eu em tom de justificação irónica, respondi: «O sr. D. Alexandre bem sabe que Deus quer que o adorem em espírito e verdade, que olha só para o culto interno e que o mais são fórmulas para nós, com que êle não se dignou fazer cumprimento. Eu julguei ter-me explicado bem, mas foi o contrário que sucedeu. Creio que S. Paulo não acharia na minha proposição a mínima liberdade.»
[50] Correspondência inédita.
[51] Idem, idem.
[52] Idem, idem.
[53] Correspondência inédita.
[54] Correspondência inédita.
[55] Como nesta simples frase se vê bem a leitora assídua da enciclopédia e dos filósofos e moralistas do século XVIII! Que longe ela coloca Leonor de Almeida do ideal devoto e mediévico a que ela porventura julga ser ainda fiel! A honra um preconceito é da disciplina de Voltaire e não da môça educada pelos moldes épicos da cavalaria antiga.
[56] As de Leonor de Almeida, publicadas nas suas obras completas.
[57] O dr. Inácio Tamagnini.