[69] Obras poéticas da marquesa de Alorna, tom. II, Epístola em resposta ao conde de Ega, Aires de Saldanha.
[70] Uma vez, tendo-se extraviado uns papéis do marquês, Leonor escreveu-lhe:
«Bem quisera eu não achar nada que recear nos papéis que estão na mão do M. (Marquês de Pombal), mas não sei tranquilizar-me lembrando-me que poderão ser os que pertencem aos estudos de v. ex.ᵃ. Não sei sôbre que seriam; mas os objectos que principiavam a interessar únicamente o mundo literário quando v. ex.ᵃ se prendeu, e que certamente já interessariam a v. ex.ᵃ, são perigosos de tratar em um país despótico, onde o capricho é únicamente a lei que servimos.
«A política, que principiava a apurar-se muito com o favor da filosofia, é hoje o objecto que mais interessa os filósofos e em que os políticos maquiavélicos mais receiam instruir-se. Dizer que os príncipes são protectores das leis, que o seu poder é restrito por elas, que a justiça não consiste em oprimir, mas em manter e conservar os direitos de cada indivíduo que compõe a sociedade, são blasfémias, e o filósofo que as pronunciar deverá ocultar o seu nome para abrigar-se das iras do ministério. Tanto nos governa o capricho.»
[71] Recordações de Jacome Raton—História de Portugal, etc.
[72] Correspondência inédita.
[73] Correspondência inédita.
[74] Cantigas contra o marquês de Pombal. Fr. Manuel de Mendonça, dom Abade de Alcobaça, parente do marquês, e fr. José de Mansilha, seu confidente e amigo.
[75] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.
[76] Latino Coelho, História política e militar de Portugal, etc.