Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente á força de sonhar…
Mas a vitória fulva esvai-se logo…
E cinzas, cinzas só, em vez do fogo…
—Onde existo que não existo em mim?
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Um cemiterio falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bôcas esmagadas—
Tudo outro espasmo que principio ou fim…
Paris 1913—maio 3.
III—Inter-sonho
INTER-SONHO
Numa incerta melodia
Toda a minh'alma se esconde.
Reminiscencias de Aonde
Perturbam-me em nostalgia…
Manhã d'armas! Manhã d'armas!
Romaria! Romaria!
. . . . . . . . . . . . . . .