O Sergio, já de longe, ouviu isto, e agachou-se um pouco, receioso de que o vissem apesar do escuro que fazia.

O Piloto, diante d’elle, com as orelhas fitas, olhava ameaçador para o lado do mar.

—Ó sior, não está ninguem, dizia uma voz com accento africano. O moço arependeu-se.

—Marau! Tinha jurado!...

E chamou outra vez:

—Eh! rapaz do diabo!... Nada!

Os remos bateram na agua.

* * * * *

Quando um quarto de hora depois o Piloto entrou no quintal da casa, estava tão fóra de si, que até ladrou ao gato. Este não fugiu, mas, resentido pela singularidade do ataque, levantou a mão severamente para esbofetear o companheiro. E assoprou.

O Piloto tinha desculpa: não voltava sósinho.