Morta de riso, mas duvidosa ainda, não obstante a fama de Harpagão do seu apaixonado sexagenario, miss Lorely mandou a Luiza interrogar novamente o veterano.
—Ó mulher de ... não sei que diga, já lhe expliquei que elle queria o jantar.
D’alli a pouco um creado, de casaca e gravata branca, entregava ao soldado um grande açafate, donde se exhalava um perfume capaz de fazer crescer agua na bocca ao menos glotão.
* * * * *
O general quando viu o Dionysio ir tirando do açafate, que lhe derreara os braços, uns após outros, muitos pratos de porcelana finissima com excellentes iguarias, ia tendo uma syncope.
—Quanto lhe não custaria aquelle jantar? pensou, e gritou logo para o veterano:
—Ó patife, não me dirás onde foste buscar tudo isso? Talvez a essa hospedaria da Entrada da Cidade onde pagam uma libra por dia os hospedes permanentes! Um jantar assim ... que sei eu?... é um dinheirão!...
—Cale-se para ahi, resmungou o Dionysio. É um jantar de principe e não lhe custa um vintém!
—Não custa!
Dionysio explicou tudo.