Tudo é pouco, bem n’o sabes

Para ver a sua dama.

Chama Rita, chama Rosa,

Ella que venha cá fora,

Venha ver o seu amor

Que lhe quer falar agora!

Quando acabava esta ultima quadra, que pelo numero de versos equivale ao estribilho com a sua repetição, e que por isto não foi bisada pelo cantador, o Ricardinho Terra, para saír da monotonia da chama-rita, valeu-se de uma das marcas dos bailes de roda, com que costuma variar-se aquella dança, e disse em tom de marcador de quadrilha:

—Roda cheia!

E logo todos cruzaram os braços e deram as mãos trocadas, formando roda, que depois desfizeram para cada um dos bailadores, enlaçado ao respectivo par, fazer o que nas contradanças francezas se designa pela phrase—valha-nos outra vez o nosso Vestris!—galop au tour, com a differença de que o passo é o da chama-rita, ou muito semelhante ao da polka.

A folga animava-se.