O sobrinho do João Furtado sentiu uma vertigem, um desejo phrenetico de partir, de espedaçar alguma coisa, mas não fez o menor movimento.
Atravez das candeias amarellas que lhe bailavam deante dos olhos, distinguiu que o fato do Ricardo era claro, e escuros os dos mais.
Quando os viu longe, correu para o mesmo lado e entrou n’uma terra, que acompanha a estrada durante uma grande extensão, e que é resguardada por um muro baixo.
Tendo-lhes ganho consideravel deanteira, agarrou n’um pedregulho e acocorou-se por traz do muro.
Pouco teve que esperar. Deitou a cabeça de fóra cautelosamente.
O Ricardinho vinha á direita. Era o mais proximo.
Apenas o teve a dois passos, ergueu-se de chofre, levantou a pedra com ambas as mãos, bem acima da cabeça, e atirou-lh’a com quanta força tinha.
Um grito e o baque de um corpo.
Afastou-se do muro rastejando, e desatou a correr como um coelho em campo aberto. Ainda foi dançar quatro chama-ritas á folga do tio, que só acabou quando já era sol nado.
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