—Seria a corsaria que lhe andava a dar quebranto?...

A avó sempre lhe dizia: Deus nos livre do poder da má mulher.

Recordou-se melhor d’aquelle encontro.

A prima passou por elle sem trocarem, está bem de vêr, o Deus te salve, e já deviam ir longe um do outro, quando o Francisco, sem saber porque, se voltou para traz. Pareceu-lhe que o tinham obrigado áquelle movimento. E viu os olhos da irmã do João da Arruda pregados n’elle, como os do irmão, e talvez a mostrarem-lhe ainda maior zanga. Teve ganas de moel-a com pancadas, mas deixou-a ir em paz, visto que ella seguiu o seu caminho apenas o encarou.

Dois dias depois—agora é que ligava estas coisas—adoecia-lhe a vacca.

Tratou de saber se mais alguma pessoa lhe poderia querer mal, e não descobriu nenhuma, nenhuma.

Tirou inculcas e veiu ao conhecimento de que a Marianna já pouco ia á missa. Da ultima vez que lá foi, chegou quando o sr. padre já estava no altar e saíu antes de se ter dicto a ultima palavra do santo sacrificio.

—Não quer deixar por muito tempo a irmã sósinha em casa, explicou alguem.

—Não será por outra razão? perguntou o Francisco, muito assomado. Não pode estar bem na egreja, quem anda mettido com o demonio!

—Ui! Isso é que é falar! respondeu o outro, mal convencido.