Com os olhos a saltarem das orbitas e os punhos fechados para o barco, trovejou phrenéticamente:

—Ah! Grandes maraus! Grandes maraus!

O Jorge pareceu acordar de um sonho, levantou-se, olhou para o bote e apesar da distancia reconheceu o sargento.

—Até que te apanhei! gritou elle, travando rudemente do pulso da rapariga.

—Hein! O que é?... Largue-me! Largue-me!

E voltou os olhos para o barco.

—Não olhes para lá, olha para mim, para mim, que sou teu marido! Anda! Nega ainda historia com o sargento... Nega!

—Não nego, e arrependida estou eu de ter negado a primeira vez. Mas largue-me! Arre!...

Com um esforço violento escapou-se-lhe da mão e como sentisse o pulso a doer, bradou fula de raiva:

Pisar-me assim! Pedaço de bruto!