Vinha do lado da egreja, do sitio onde morava o padre Francisco.

—Não é outro o doente, pensou o 72.

N’isto achou-se ao pé de casa.

Uma coisa lhe fez admiração.

—Que claridade era aquella que saía atravez da porta mal fechada? Não podia ser da candeia, que a mãe accendia todas as noites.

E pareceu-lhe ouvir chorar!...

—Enganava-se por força.

Empurrou a porta, e logo estacou, boquiaberto, com um arrepio por todo o corpo, os cabellos em pé.

No fundo, deitado sobre a cama e um pouco voltado para a porta, estava um homem, já velho, o olhar envidraçado, a cara amarellenta e a bocca repuxada para uma banda. Era o corpo de um defuncto!

Sentadas sobre uma caixa, tres mulheres soltavam ais, assoando-se a miude, e dizendo por entre soluços: