OS MESMOS, E ALFREDO
Alfredo (amavel):
Mais depressa ninguem obedesse ás ordens da sua dama… (aperta a mão a Laura): Como está o meu anjo de resignação, a linda escravasinha do trabalho?… (Logo que o tenente entra, Arthur fica polando de contente, pega-lhe na mão que elle tem livre, etc. Alfredo chega uma cadeira a Laura, e assenta-se tambem ao seu lado, collocando Arthur sobre os joelhos, que fica constantemente mechendo ora nas dragonas, ora nas mãos e no bigode do official).
Laura
(Pega na costura mas não trabalha): Estou muito triste, snr. tenente… Ia para casa de v. s.^a participar-lhe que um pobre velho, camarada de um senhor official, adoecêra n'esta casa, vindo trazer-me umas camisas para engommar. Deixei-o aqui parecendo morto, e, já no caminho, encontrei a pessoa por quem lhe mandei pedir que viesse, e voltei a casa com muito cuidado no infeliz camarada. Chego, pouco antes de v. s.^a, e não encontro o homem!…
Alfredo
Não se espante a Laurasinha com o acontecimento, que é o mais natural possivel. O homem tem fibras de soldado velho: accordou, viu-se bom, e só, e foi tratar da sua vida, ou da vida do official de quem é camarada… Deixêmos essas tristezas, que já passaram, e diga-me a minha querida protegida se ha por aqui abundancia de trabalho, e o dinheiro preciso para as suas pequeninas necessidades…
Laura
Não me falta cousa alguma, graças á sua valedôra protecção, sr. tenente…
Arthur