(Pondo a mão na cara do official): Deixe fallar minha irmã, sr. tenente, que não diz a verdade… (com ingenuidade infantil): Ha tres dias, que só comêmos caldinho…
Laura
Que estás tu a dizer, meu traquinas?…
Alfredo
Fizeste bem em fallar, Arthur… A innocencia não sabe guardar as conveniencias… Então, a má da sr.^a Laura, esqueceu-se de mim, não é verdade?!…
Laura (enleiada):
Eu… não queria ser mais pesada, a quem já devo tanto…
Alfredo (pondo o pequeno no chão):
Vae, Arthur, vae para a porta da rua, para os teus encantos, que eu preciso de ralhar muito a tua irmã, e não quero que tu oiças… (reparando nas luvas, que o pequeno lhe sujou): E já que me pozeste as luvas n'este bonito estado, pega n'ellas, e faze dous saquinhos, anda… (Arthur dá um beijo no tenente, recebe outro, e sahe muito contente.)