(Entra, correndo, pelo fundo, e, vendo a irmã de joelhos e a chorar, toma o outro lado da scena, ajoelha tambem, pega na reliquia que traz ao pescoço, beija-a, e diz á parte): Diz minha irmã, que a nossa mãe a ensinou a beijar esta reliquia quando tivesse afflicçòes… e como ella chora é por que soffre… (conserva-se de joelhos observando a scena).

Alfredo (muito grave):

O soldado que levanta a mão contra o seu superior, é fuzilado… Salvou-me uma vez a vida, devo salvar hoje a sua… Vou alcançar-lhe baixa com data de hontem (Pausa). Pergunte na minha ausencia a sua filha, o que eu tenho sido para ella… (a Laura, que ajuda a levantar-se): Senhora Laura… perdoe-me este acontecimento de que fui causa involuntaria… e adeus!… (Laura affoga-se em soluços, e Alfredo, tendo dado alguns passos ao fundo, fica olhando para ella indeciso).

Arthur

(Levanta-se, corre ao tenente, pega-lhe na mão, e chama-o á scena): Então o meu amiguinho vê minha irmã a chorar, e quer deixal-a?!…

Alfredo (beijando o pequeno):

Menina Laura… Peça a seu pae que a deixe casar com o tenente Alfredo…

João

(Tem sempre estado perfilado, e move-se repentinamente): Pois isso é sério, meu tenente?!…

Alfredo