LAURA E ARTHUR
(Laura, canta e engomma, e Arthur trata do fogão)
Laura (cantando):
Ai! mundo!! mundo!… como és tyranno!
És deshumano p'ra mulher cahida…
Ai! misera orphã sem um tecto amigo,
Sem um abrigo que te dê guarida!…
Morrêr tão nova?!… acho cêdo ainda…
Mulher, e linda… que horror! perdida!…
Quando a purêsa no gosar fenece…
Ai! desfalece todo o amor á vida!…
(Vendo que Arthur desmancha qualquer coisa no fogão):
Es um desastrado, Arthur; pois já tens idade para algum juiso… Estás a fazer onze annos… (Vae compor o fogão, e Arthur espreitar á porta).
Arthur (voltando, com receio e meiguice):
Desculpa, Laurinha, minha querida irmã, desculpa, que me pareceu ouvir a voz do snr. tenente, e tu bem sabes quanto eu gósto d'elle…
Laura (enleiada):