O povo dispersou, a estas enthusiasticas vozes de Sebastião da Mesquita:
«Salvè! religioso e bom povo portuguez, salvè!...»
[5] O periodico «Estrella do Norte» publicou a noticia da intimação e da retirada do exc.mo arcebispo primaz.
Temos á vista vários jornaes d'aquella epocha calamitosa, que fazem, pela desenvoltura da linguagem e calúmnias que semearam, corar de pejo todos aquelles que saibam presar a dignidade da imprensa, e comprehender a sua nobre missão. Um dos mais repugnantes por certo, foi aquelle que se denominou--«Popular».--O melhor correctivo que, em seguida, podiam ter as suas atrevidas e mentirosas apostrophes, foi-lhe dado pelo primeiro jornalista portuguez n'estas honrosas verdades: «O jornalista é o sacerdote d'uma religião, d'uma crença social--expõe a sua doutrina, discute, convence ou é convencido. A sua alma deve respirar sempre amor, o seu apostolado é um apostolado de paz. Se o seu irmão pecca, deve dizer-lhe como o sacerdote do Evangelho--Fili, peccasti; non adjicias iterum.
«Para que é incitar o povo a que entre no palacio dos nossos reis e pratique ahi acções de canibaes? Que civilisaçâo é esta que injuría as victimas para as immolar?
«Não ha rainha mais virtuosa do que a nossa como esposa, nem como mãe de familias. A sua casa póde servir de exemplo a todas da Europa.
«Apraz-nos fazer esta justiça. Assim podessemos achar que louvar no funccionario como achamos no individuo.
«Por isso é que a nossa voz se levanta contra uma imputação injuriosa e falsa.--A moral respeita-se no adversario como no amigo.» («O Espectro» de 26 de Fevereiro de 1847.)
[6] Aquelle infeliz aventureiro, abandonado pelo partido que levara á rebellião, e apenas seguido de uns cem homens, foi morto por um sargento de cavallaria das forças da rainha. O «Diario do Governo» de 5 de Fevereiro de 1847, noticiando a morte de Mac-Donnell, diz assim: «A identidade da pessoa de Mac-Donnell foi reconhecida por diversas pessoas, e d'esta circumstancia se lavrou auto judicial.»
[7] Este facto, teve effectivamente logar quando foi tomado pelo povo o castello de Vianna.