Fr. Gualter Machado, irmão dos precedentes, cavalleiro professo na religião de João de Rodes, que perdeu a vida em um assalto contra os turcos.

Fr. Martim Pereira d'Eça, irmão dos precedentes, cavalleiro professo na religião de João de Rodes, que, depois de ter batalhado com notavel valentia ao lado de seus irmãos, regressou ao reino, que encontrou em guerras contra Castella, e logo tomou as armas em defeza da patria, sendo mestre de campo de um terço de volantes, e capitão duma companhia de cavallos com o titulo de couraças. Celebradas as pazes entre os dous reinos, entrou o guerreiro em mais brandas, fadigas: foi occupado em visitador das commendas da sua religião, d'onde passou a recebedor d'ellas; e, estando n'esta occupação, foi, por algum tempo, governador do priorado do Crato. Foi tambem commendador de Torres Vedras, e de S. João da Carvoeira.

João Machado d'Eça, irmão dos precedentes, que serviu importantes cargos no Alemtejo.

Gregorio Ferreira d'Eça, irmão dos precedentes, que foi capitão-mór de Guimarães, e governador de sua comarca, militar valente, fidalgo da casa d'El-Rei, e cavalleiro professo do habito de Christo.

Pedro Alvares de Almada, cavalleiro valeroso, possuidor do morgado e cazas do Rocio da Tulha, que, depois de ter batalhado n'este reino e no de Hespanha, passou a servir El-Rei Henrique de Inglaterra nas guerras contra os mouros; e taes valentias praticou, que mereceu a este rei um alvará, (datado de 2 de março de 1501) «em que lhe entregou, e livremente doou, parte determinada de suas armas reaes, a saber: ametade de uma flôr de Lyrio de ouro, e ametade de uma rosa vermelha, em campo dividido em duas partes, e em duas côres, como é, de uma parte de verde, e da outra de prata; para que elle, e todos os seus descendentes, e parentes, assim conjunctos por sangue, ou affeniedade, possam usar das mesmas armas segura e livremente, aonde cada um quizer, assim como se forem suas proprias armas.»

Fernão da Mesquita, chamado--o velho--, possuidor da casa da rua da Infesta, com sua capella de Nossa Senhora da Graça, que acompanhou, com grande dispendio de sua fazenda, ao duque de Bragança, D. Jaymes, na tomada de Azamôr, no anno de 1513, partindo depois para a India, onde fez as suas proezas, que se lêem na Chronica d'El-Rei D. Manoel, cap. 46.

Ruy Mendes da Mesquita, filho do precedente, que acompanhou o infante D. Luiz, filho d'El-Rei D. Manoel, á tomada de Tunes, passando depois tambem á India, onde, por seus valorosos feitos, honrou as cinzas de seu pae, honrando a patria.

Fernão da Mesquita e Lima, o Novo, filho do precedente, que, aos 18 annos de idade, ganhou na guerra de Tangere, uma commenda da ordem de Christo, e, dous annos depois, foi capitão mór da Costa.

Diogo Lopes da Mesquita, irmão do precedente, que foi intrepido capitão da fortaleza de Maluco, na India.

Miguel Lopes da Mesquita, filho do precedente, e digno imitador do valor e virtudes da familia dos Mesquitas de Guimarães, que teve a honra de hospedar, na sua casa da rua da Infesta, o infante D. Luiz, filho de El-Rei D. Manoel, em agosto de 1548.