Diogo da Mesquita, outro filho de Fernão da Mesquita, o velho, que, melhor que todos, realçou e eternisou seu nome. Foi mandado pelo viso-rei da India, Nuno da Cunha, por embaixador a um rei mouro; e, sendo captivo do rei de Cambaya, por não querer renegar a sua fé, e a sua patria, foi posto na bocca d'uma peça de artilheria, sem que um tal apparato o amedrontasse; e, porque só o quizessem intimidar, e não matar, o pozeram a resgate, e resgatado foi, por subido preço. Vingou suas affrontas, matando, em combate, o rei de Cambaya, que era senhor de tres reinos; e por este feito se accrescentaram ás suas armas tres corôas e um alfange, como diz Diogo do Couto, na decada 4.a, livro 4.º, capitulo 9.º
Manoel da Mesquita, filho do precedente, que foi capitão da fortaleza de Chacel, na India.
Fernão da Mesquita, irmão do precedente, que serviu nas Armadas, no tempo d'El-Rei D. Sebastião.
Antonio Pereira da Silva, fidalgo da casa d'El-Rei, morgado rico, e possuidor de casas nobres na rua de Santa Maria, que acompanhou El-Rei D. Sebastião á batalha de Alcacer Quibir, onde foi captivo. Resgatado, embarcou para a India, e serviu como bom cavalleiro, na guerra contra os turcos.
Salvador Pereira da Silva, filho natural do precedente, que foi mestre de campo em Ceilão, sendo general D. Jeronymo d'Azevedo; e depois foi capitão mór da Armada, que foi ao cerco de Malaga.
Antonio Peixoto de Carvalho, moço fidalgo da casa d'El-Rei, morgado da Pousada, com suas casas na rua do Val de Donas, que serviu na guerra da India, contra os infiéis, onde acabou a vida.
João Vasques Peixoto, irmão do precedente, ao qual fez doação do morgado, que tomou o habito de S. João de Rodes, e mostrou seu valor nas guerras de Malta, sendo feito commendador da sua ordem.
João de Sousa Alcoforado, moço fidalgo da casa d'El-Rei, que deixou mulher, e filhos, e o morgado e casa de Villa Pouca, para servir a patria, nas guerras da India, levando em sua companhia dous de seus filhos, Manoel de Sousa da Silva, e Francisco de Sousa Alcoforado.
Simão Rebello de Valadares, que embarcou para a India sem licença de seu pae, João Valadares, residente na rua de Santa Maria, e foi um dos mais valentes soldados do seu tempo. Morreu juncto da muralha de Ceilão, ficando-lhe, na escalada, os braços dentro da muralha.
João Martins, Annadel mór dos espingardeiros de Guimarães, senhor do morgado do Pinheiro, que deixou mulher e filhos, fretou uma náu á sua custa, e mettendo-se n'ella, com gente e armas tambem suas, acompanhado de seu irmão Fernão Martins, se offereceu a El-Rei D. Affonso V, para o seguir na viagem que fazia a Azamôr. Por seus valerosos serviços, mereceram estes dois irmãos, grandes mercês e honras.