Partiram alegremente todos cinco, porque Tilly ia tambem com os seus protectores respirar um ar benefico. Passadas algumas horas, pararam para jantar e esqueceram-se do tempo, como muitas vezes acontece.
A demora tinha sido grande; houve inquietação e incerteza; o senhor de Valneige, não achando o seu wagon, disse a seu filho:
—Subamos seja para onde for, e juntar-nos-hemos na proxima estação.
Adalberto subiu distrahido, ao acaso, e, por estonteamento, achou-se na terceira classe. Gritavam: vai partir! vai partir! Fechavam-se as portinhollas—iam partir. O pae lançou-se precipitadamente na carruagem onde seu filho estava, dizendo em voz baixa:
—Estamos aqui muito mal; mas é só por um quarto d'hora.
No fundo do wagon havia viajantes que pareciam fatigados; um, entre outros, dormitava. A sua colossal estatura, as suas feições accentuadas chamavam sobre elle a attenção.
Adalberto reparou n'elle... O senhor de Valneige viu o seu filho empallidecer.
—Que tens tu, perguntou-lhe.
—Nada.
—Sentes-te mal?