—Toma lá, meu pequeno, péga n'esta maçã,{110} está meia podre; se eu fosse rica dava-te das boas, mas tu tiras o mau e o resto ainda presta.

E quando a pobre criança dizia obrigado, respondia:

—Não por isso, meu canito; dá-me gosto vêr-t'a roer.

Chegaram a casa do commissario de policia. A Tourtebonne fallou muito tempo sem dizer grande coisa, e o senhor Baptista disse tres ou quatro palavras e alguns huns!

O senhor commisario registou a declaração e disse que estes depoimentos poderiam mais tarde ou mais cedo ajudar a infeliz criança a achar a sua familia.

O senhor Baptista e a tia Tourtebonne retiraram-se de braço dado, como tinham vindo, e para acabar esta tarde de emoções o carrinho poz-se a caminho até á habitação da excellente mulher, que morava exactamente n'uma das ultimas casas da cidade, do lado pelo qual Adalberto tinha fugido para a planicie.

Como ella não só tinha bom coração, mas tambem o espirito inventivo, não adormeceu senão muito tarde, bem decidida a não perder de vista este negocio, e a empregar toda a sua finura e toda a sua perspicacia no serviço da criança perdida. Durante este tempo, o nosso amiguinho estava, como nós vimos, em um subterraneo e contava bem tristemente as horas do seu captiveiro.{111}

Offereceu cortezmente o braço. (Pag. 109.)

[CAPITULO IX]