A encantadora e loira criança continuava o seu peditorio.
Chegou perto de Josephina, que não tirava os olhos d'ella. A pequena alsacianna, levada pela sua idéa, puxou-lhe pelo braço e disse-lhe com um ar absoluto:
—Não é verdade que te roubaram, e que te chamas Adalberto?
O pequeno não pareceu nada admirado, olhou com toda a confiança para Josephina e disse-lhe que sim.
—Conheço-te! conheço-te! exclamou a tia Tourtebonne abrindo-lhe os braços.
O pobre pequeno lançou-se n'elles sem hesitar;{223} parecia adevinhar toda a bondade d'aquelle coração.
Ao mesmo tempo a chuva cahia em torrentes, o tumulto tinha chegado ao seu auge e mal se via na escuridão, que augmentava, um pequeno pellotiqueiro, que tres ou quatro pessoas arrastavam precipitadamente para a estrada.
A criança subia já para a carruagem, quando Julião disse ás mulheres:
—Partam sem mim, quero fallar com os policias, o negocio não ha de ficar assim.
—Deixa os policias e vem comnosco, Julião; uma vez que pilhámos o pequeno é tudo quanto queremos.