O sr. Proh e sua mulher parecem muito exaltados; Rouflard está apenas um pouco «electrizado...»
—Sim, senhor, grita o sr. Proh, que tem effectivamente alguma similhança com um chimpanzé; eu tinha direito para o chamar a uma policia correccional pelo que o senhor escreveu por cima da minha porta...
—Ah! ah! ah! o senhor faz-me rir com a sua policia correccional, faça-me ir ao tribunal, isso ha de divertir-me...
—Pelo menos ha de ir á presença do juiz de paz! diz Celeste Proh, porque o senhor insultou-me, chamando-me sr.ª Profanée!...
—Insultei-a! com a breca! a senhora é difficil de contentar! comparo-a com uma flor. Quando uma flor está meio murcha, diz-se que está fanée... concedo-lhe que é uma rosa fanée... e zanga-se com isso... eu podia-lhe ter posto: a sr.ª Probléme... a sr.ª Profile... um reles algodão...
—Cale a bocca, insolente! meu vizinho, faço-o juiz d’esta questão: o senhor leu sem duvida o que este homem tinha escripto com giz por cima da nossa porta?...
—Não, minha senhora, não reparei...
O rapazito põe-se a gritar:
—Era: A menina Pronobis, a sr.ª Profanée...
—Cale-se, Affonsinho, não é preciso repetir essas coisas feias, visto que o nosso vizinho não as leu...