Apezar d’esta resposta, Ambrosina vae vêr ao quarto da cama, depois volta, dizendo:
—É verdade, não está, effectivamente.
—A senhora verificou que eu não menti, murmura Rouflard com um sorriso ligeiramente ironico.
—Mas onde está? voltará breve?
—Oh! não creio, minha senhora; o sr. Dernold disse: «Vou almoçar, e depois irei dar uma volta pelo Louvre, onde tenho que fazer uns estudos.»
—É singular, o porteiro disse-me que Casimiro não tinha saído.
—Oh! minha senhora! esse miseravel Chausson nunca vê o que se passa; fazia-me muitas d’essas quando era meu creado. Eu dizia-lhe: «Põe-te de sentinella, não deixes entrar os meus crédores, não quero receber senão senhoras...» e o imbecil fazia exactamente o contrario.
—Mas o que faz o senhor aqui?
—Eu, minha senhora, tinha vindo agradecer ao meu artista, que teve a bondade de se occupar de mim, e de me arranjar collocação em casa d’um pintor seu amigo, um pintor de historia; devo fazer um romano. E o sr. Casimiro disse-me: «Arranje um penteado á romana, ponha-se deante do espelho, ate uma fita vermelha á roda da cabeça, eu lhe direi depois se tem um falso ar de Romulo...» porque parece que é um Romulo que devo representar.