Ambrosina não parece dar muito credito a esta historia romana. Passeia pelo atelier, pára por momentos, parece reflectir, e diz:

—Não sei se devo esperar por elle.

—A senhora tem para isso todo o direito, certamente; mas temo que espere por muito tempo. Quando um pintor vae ao Louvre, nunca se sabe quando de lá sairá.

—O sr. Rouflard vem aqui muito amiude?

—Sim, minha senhora, estou sempre ás ordens do meu artista quando elle tem precisão de mim.

—E vê vir aqui muitas mulheres? não me engane...

Levanto-me tarde porque gosto de estar deitado...

—Minha senhora, posso affiançar-lhe que nunca vi aqui senão a senhora e a vizinha alli defronte; mas áquella não chamo eu uma mulher, o marido alcunhou-a de girafa, e fez muito bem.

—Vamos, acredito no senhor, e vou-me embora, terá a bondade de lhe dizer que vim aqui... e que o espero em minha casa, não é verdade?