—Executarei as suas ordens, minha senhora.

Ambrosina retira-se, e Rouflard acompanha-a até ao patamar; mas aqui encontram-se de cara com a sr.ª Proh e o filho, o joven Fonfonso, que teima em querer montar-se na balaustrada. A amante de Casimiro tinha encontrado duas vezes em casa d’elle esta senhora estando em sessão para o retrato, conhecem-se pois um pouco. Cumprimemtam-se e trocam algumas phrases banaes.

—Minha senhora, tenho a honra de a cumprimentar; a sua saude parece-me sempre perfeita?...

—É? optima, muito agradecida, minha senhora. Ia a casa do sr. Casimiro?

—Não, minha senhora, n’este momento não ia lá; vou comprar cabeça de vitella para meu marido, que não gosta d’outra coisa para o almoço. É um habito em que se pôz. Oh! meu marido é devéras insupportavel com a sua cabeça de vitella! A senhora vem de casa do meu vizinho, do sr. Casimiro?

—Sim, tencionava dar-lhe sessão para o meu retrato.

—O meu está acabado, perfeitamente acabado; estou muito satisfeita com elle, ainda que toda a gente sustenta que me pareço com a sr.ª Saqui, que Deus haja, nos seus bons tempos; parece que era uma bonita mulher. E a senhora já acabou a sua sessão?

—Hoje não poude ser, o sr. Casimiro não está em casa, isto contraria-me, porque tinha sido hoje mais madrugadora do que costumo ser.

—Ah! o meu vizinho já saiu...

—Não! não! não! não saiu. Oh! oh! oh! hi! hi! hi! grita o Fonfonsinho, pendurando-se da balaustrada.